9 tendências para a mídia programática
15 de junho de 2018
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Nos últimos anos, a mídia programática passou de coadjuvante a ator principal dentro das agências e anunciantes. De acordo com a estimativa da Dentsu Aegis, o chamado gasto programático – cuja veiculação é definida por algoritmos e dados – deve crescer 23% este ano. Isso prova que além de haver um número maior de empresas utilizando a automação de mídia em suas campanhas, há investimentos mais significativos nestas tecnologias.

Para aqueles que já estão de olho neste segmento e querem aprimorar suas atividades digitais, pontuamos algumas tendências que todos devem ficar atentos:

Storytelling cross-channel e cross-device

Utilizar dos  múltiplos devices e ambientes digitais para passar uma mensagem contínua e uniforme é o primeiro passo para se destacar com sua audiência. O maior desafio aqui é trabalhar com as tecnologias corretas e os melhores dados disponíveis, para criar estratégias assertivas e atingir o seu público-alvo nos melhores horários, canais e dispositivos. 

PMP’s (Private Market Place)

Após questionamentos do mercado, há um movimento de transformação para aumentar a segurança das marcas, ofercer transparência nas entregas e otimizar os investimentos. Soluções como o Connect, que são baseadas na combinação de dados e PMPs, entregam segurança e assertividade para seus anunciantes. Suas ativações acontecem em ambiente predefinidos, com brand safety e viewability. Tudo isso com apenas um clique, por meio de ambientes automatizados, self-service e que estão preparados para que qualquer profissional da agência ou do anunciante possa acessar e operar.

Uso de dados confiáveis

Já é claro que os dados são um ativo comercial crucial, do qual podemos extrair valor e obter vantagem competitiva. No entanto, para que você tenha certeza de que os dados utilizados são os mais adequados, é necessário certificar sua origem e preferencialmente combiná-los com seus dados próprios (First Party Data). No caso de extrapolações, certifique-se de empregar modelos matemáticos e não apenas de informações semelhantes.

Clareza no impacto cross-channel

Apesar do last-click, ainda que muito contestado, ser o principal modelo de atribuição, já é comum encontrar anunciantes utilizando um modelo de atribuição multi-dispositivo para entender quais pontos de contato contribuíram para a conversão, qual foi o impacto dos diferentes canais de marketing e obter dados completos da jornada de compra dos clientes.

TV Programática

Grandes produtoras de conteúdo brasileiras já estão de olho na OTT e CTV, o que vai gerar mais possibilidades de entregar publicidade programática na TV. Apesar de ainda ser pequeno no Brasil, esse mercado pretende estourar nos próximos anos. De acordo com o eMarketer, em 2018, a TV programática pode chegar a contabilizar US$ 4,4 bilhões, o equivalente a 6% dos gastos em TV.

Verificação de Blockchain para legitimar o tráfego

Com o uso cada vez maior de blockchains para garantir a segurança das transações e dos dados dos consumidores, rapidamente esta tecnologia será integrada para combate a fraudes na mídia programática. Essas redes registram o envio e recebimento de valores formando blocos de conteúdos, os quais são selados por códigos criptográficos.

Inteligência Artificial

Em pouco tempo veremos a inteligência artificial tomar conta de nossas vidas. Além dos produtos que estarão integrados a rotina diária dos consumidores, essas novas tecnologias também serão de extrema valia para os anunciantes se comunicarem com suas audiências de forma mais eficiente e irá influenciar toda a cadeia programática.

Fim das DMPs caseiras

A popularização do uso dos dados levou empresas a investirem em bancos de dados próprios para assegurar a confidencialidade dos mesmos. Embora pareça a melhor opção, essa prática tem se mostrado dispendiosa e muitas vezes morosa. Confiar a coleta, o armazenamento e a gestão de seus dados a empresas especializadas é a melhor forma de ampliar o valor dos seus dados e minimizar os riscos.

Experiência Nativa

Com a preocupação dos anunciantes com a experiência dos usuários, os Native Ads se tornaram um formato bastante utilizado na indústria por conectarem o conteúdo da página e o contexto da publicidade. Esse tipo de publicidade respeita os requisitos de qualidade, é personalizado e, acima de tudo, garante brand safety. Porém, o resultado só aparecerá se você tiver um forte trabalho de outros aspectos simultaneamente, dentre eles, com maior destaque, os dados.